Perfil de competências das mulheres empregadas em ocupações de TI

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Em 2015, havia 518,6 mil pessoas empregadas em ocupações de TI. No período de 2007 a 2015, o crescimento médio do número de profissionais de TI com emprego formal em atividades de software e serviços de TI foi de 7,2% ao ano. O número de profissionais do gênero masculino cresceu 7,8% no período. A quantidade de mulheres cresceu menos: 5,3% (Figura 1).

Figura 1 – Número de vínculos empregatícios formais em ocupações de TI, considerando gênero – Brasil, período 2007 a 2015

Na Figura 2, apresenta-se a distribuição, em 2015, do total de profissionais de TI e dos grupos de profissionais de TI do gênero masculino e feminino, considerando os seguintes perfis de competências: gerencial (NG), constituído por diretores e gerentes de TI; superior (NS), formado por engenheiros em computação, analistas de sistemas computacionais e especialistas em informática (administradores de redes, sistemas e banco de dados); e técnico (NT), composto por programadores, técnicos em operação e monitoração e computadores e técnicos em operação de máquinas de transmissão de dados.

Em ambos os grupos predominam as pessoas com perfil do tipo NS. Há uma participação relativa ligeiramente maior de pessoas com perfil de nível superior (NS) entre as mulheres e de perfis NG e NT entre os homens.

Figura 2 – Distribuição do número de profissionais com vínculo empregatício formal em ocupações de TI, considerando perfil de competências e gênero – Brasil, 2015

Quando se consideram, exclusivamente, os profissionais de TI empregados no setor de software e serviços de TI (SSTI), no grupo feminino, quando comparado ao grupo masculino, além da presença maior de mulheres com perfil NS, também é relativamente superior a presença de profissionais com perfil NG (Figura 3).

Figura 3 – Distribuição do número de profissionais com vínculo empregatício formal em ocupações de TI atuantes no setor de software e serviços de TI (SSTI), considerando perfil de competências e gênero – Brasil, 2015

Considerações finais

Não há diferença significativa na distribuição dos profissionais de TI, homens e mulheres por perfis de competências.

No conjunto formado por mulheres, existe uma concentração relativamente maior de pessoas com ocupações que requerem um nível maior de escolaridade. No setor de software e serviços de TI, tanto em funções gerenciais, como em funções de nível superior.

Notas metodológicas:

O setor de software e serviços de TI (SSTI) é formado por empresas com atividade principal, ou seja, fonte principal de receita, em uma das seguintes classes CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da versão 2.0: 6201 – Desenvolvimento de software sob encomenda; 6202 – Desenvolvimento e licenciamento de software customizável; 6203 – Desenvolvimento e licenciamento de software não customizável; 6204 – Consultoria em TI; 6209 – Suporte técnico, manutenção e outros serviços de TI; 6311 – Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e de hospedagem na Internet; 6319 – Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet.

O N-SSTI (Não-SSTI), envolve todos os demais setores da economia, exceto o SSTI.

Tendo como ponto de partida a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), as seguintes ocupações foram definidas pela TIC em Foco como ocupações em TI: diretores de serviços de informática, gerentes de tecnologia da informação, engenheiros em computação, especialistas em informática, analistas de sistemas ocupacionais, técnicos em programação, técnicos em operação e monitoração de computadores, técnicos em operação de máquinas de transmissão de dados. A escolha foi realizada considerando a descrição das funções exercidas pelas várias ocupações existentes, tal como registradas pela CBO.

A distribuição das ocupações em TI por perfis de competências de nível gerencial (NG), nível superior (NS) e nível técnico (NT) é uma contribuição da TIC em Foco. Ela sugere uma relação entre cada ocupação e um dado nível de escolaridade. No entanto, embora esta relação seja esperada, nada obriga que ela exista na prática. Assim, nada impede que pessoas com formação superior atuem em ocupações de nível técnico e, em sentido inverso, que pessoas com formação de nível técnico desempenhem funções que, em princípio, seriam mais moldadas para profissionais com escolaridade de nível superior. Os engenheiros em computação são exceção. Neste caso, em virtude da regularização da profissão de engenheiro, o curso superior é requerido para o seu exercício.

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Virgínia Duarte
Socióloga e cientista política, com especialização em gestão empresarial. Foi responsável pela área de Inteligência da Softex. Responsável técnica e coautora de várias publicações sobre o setor de TIC. É sócia-diretora da TIC em Foco Estudos e Projetos e editora do site/blog TIC em Foco.

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