Inteligência artificial chega também ao mundo dos esportes

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Na semana passada, a startup TuringSense anunciou a obtenção de investimento de US$ 3 milhões, perfazendo um total de US$ 6 milhões obtidos. A empresa começa agora a competir para valer em um mercado dominado por grandes corporações, como Zepp e Major League Sports e com jogadores famosos como Mike Trout e David Ortiz.

A TuringSense, porém, não se intimida. Acredita que tem algo inusitado a oferecer: uma solução altamente diferenciada que combina hardware e software para rastreamento de esportistas durante as suas práticas desportivas. Com apoio de sensores múltiplos (acelerômetros, magnetômetros e giroscópios) e suportada por inteligência artificial (IA), a solução pretende fazer recomendações de melhoria, servindo como uma espécie de coach para esportistas em qualquer que seja a atividade ou esporte praticado.

O Pivot Tennis, um dos seus produtos baseados em IA, em fase de testes, deve ser apresentado ao mercado ainda este ano, com preço em torno de US$ 399, o que o coloca em uma categoria completamente diferente da raquete baseada em sensores da Zepp, com preço em torno de US$ 100.

O produto da TuringSense possui seu próprio protocolo wireless. Os sensores utilizados pela empresa podem ser reaproveitados em diversos esportes, bastando apenas alterar o software em uso. Além do tênis, já foi anunciado, também, e está em fase de aprimoramento, um produto para o futebol.

A solução para tênis trabalha do seguinte modo: ela compara a posição corporal do tenista com a posição considerada ideal e oferece comentários e dicas que podem ajudá-lo a melhorar os seus golpes. A informação é enviada através de um dispositivo conectado ou via Bluetooth, possibilitando a correção dos movimentos em tempo real. O Pivot Tennis conta com cinco sensores para coletar dados sobre os membros superiores do tenista. O sistema é modular, o que significa que os usuários podem adicionar uma quantidade maior de sensores para conseguir uma imagem ainda mais abrangente.

Considerando o preço inicial elevado, provavelmente os primeiros compradores potenciais serão equipes, centros de treinamento e outras instituições com recursos para gastar neste tipo de equipamento. O modelo baseado em aluguel poderia ser uma alternativa para fazer o negócio chegar a um número maior de desportistas, rapidamente. A empresa parece estar ciente disso.

Fonte: TuringSense scores $3 million to build fitness trackers smart enough to train athlete

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Lucas R. De Pierro
Colaborador do site TIC em Foco. Graduado em fisioterapia pela Universidade de São Paulo, e atualmente cursa Pós-Graduação em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Desportiva pela Unicamp. Já atuou tanto em ambiente hospitalar quanto em academias e espaços voltados ao bem estar e, como entusiasta das novas tecnologias, busca sempre aplicá-las ao seu ambiente de trabalho. Colaborador do site TIC em Foco, buscará trazer para os leitores o que está acontecendo no setor de TIC, em especial nas verticais saúde, fitness e bem-estar. As contribuições dos colaboradores para o site não necessariamente refletem a opinião dos administradores.

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