Cinco dicas para aqueles que desejam empreender

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Em 2007, depois de esperar muito para tentar pegar um táxi em uma noite fria, George Arison teve uma ideia que lhe valeu um milhão de dólares: e se as pessoas, com apoio do seu dispositivo móvel, pudessem agendar táxis, eliminando de suas vidas momentos indesejáveis como aquele que estava passando? Pensando nisso, a sua frustração de não conseguir um táxi foi pouco a pouco transformada em determinação para mudar as coisas. Esse foi o começo da Taxi Magic (agora conhecida como Curb). Na época ainda não existia nem Uber e nem Lift. A revolução provocada pelo iPhone e o surgimento de uma economia baseada na demanda dos usuários estavam apenas engatinhando.

A Taxi Magic foi a primeira startup a usar tecnologia móvel para dar às pessoas o acesso ao transporte sob demanda. A empresa foi bem-sucedida, mas não conseguiu escalar como Uber e Lyft conseguiram. A ideia e George rendeu-lhe um milhão de dólares mas não os bilhões de dólares angariados pelos idealistas da Uber e da Lyft.

Várias empresas surgidas de ideias que valem milhões de dólares, em geral startups dedicadas à prestação de serviços sob demanda, estão quebrando. Muitas agora se dão conta que operam um modelo defeituoso, com chances mínimas de decolar e buscam, através de um grande esforço de última hora, saídas para a sobrevivência.

Aprendendo com os erros adquiridos durante o período que tocou a Taxi Magic, George Arison fundou uma nova startup, a Shift, dedicada ao mercado online peer-to-peer de automóveis usados. Ele fornece cinco dicas para os interessados em  transformar uma ideia em uma empresa de tecnologia digna de muitos bilhões (e não apenas milhões) de dólares.

Acompanhe as dicas a seguir.

1 DETENHA O CONTROLE SOBRE A EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

Na Taxi Magic, George tentou agregar tecnologia a um sistema quebrado e antiquado. O aplicativo da empresa permitiu que o usuário agendasse um táxi, mas não assegurava que o motorista estaria no local combinado, na hora combinada. O desrespeito ao agendamento acontecia com frequência e os clientes culpavam a Taxi Magic pelo ocorrido. Em sua nova empresa, a Shift, George aplicou o aprendizado obtido a duras penas: ter em vista uma abordagem ampla. A Shift supervisiona tanto a tecnologia como as operações, detendo um controle total da experiência do cliente.

2 TESTE E APRENDA SEMPRE

A falta de flexibilidade é erro principal cometido pelos fundadores de startups. O CEO não pode manter-se rigidamente preso a uma ideia, por mais interessante e inteligente que possa parecer. Ao contrário, precisa testar sempre e aprender com os testes. É preciso deixar que os dados e os comentários dos clientes guiem as decisões a serem tomadas e as mudanças de percurso que precisará fazer.

3 OFEREÇA UM SERVIÇO MELHOR POR PREÇO MENOR

Ofereça um serviço melhor e mais barato que os clientes virão. muitas empresas fazem isso e este é o motivo por que prosperam. George está aplicando o ´achado` na Shift: usa a tecnologia para fazer da compra e venda de carros usados uma experiência sem precedentes, permitindo, simultaneamente que os clientes poupem milhares de dólares.

4 APRENDA A CONVIVER COM O ERRO

Os erros são fundamentais e inevitáveis. Foi só depois de experimentar seus próprios desapontamentos e contratempos que George percebeu que o fracasso podia se transformar em um poderoso motivador. Ter liberdade para falhar é a única maneira de fazer algo realmente diferente.

5 LEMBRE-SE: O VALOR UNITÁRIO IMPORTA

Qualquer um consegue vender um real por cinquenta centavos. Esse tipo de venda acontece com frequência no Vale do Silício: chovem negócios insustentáveis desde o ponto de vista financeiro. Mas essa realidade está mudando. O mercado encolheu e as empresas não são mais avaliadas pela sua capacidade de crescer da noite para o dia e sim pelo seu potencial de gerar receita em mais longo prazo.

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Innovation Hunter
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Virgínia Duarte
Socióloga e cientista política, com especialização em gestão empresarial. Foi responsável pela área de Inteligência da Softex. Responsável técnica e coautora de várias publicações sobre o setor de TIC. É sócia-diretora da TIC em Foco Estudos e Projetos e editora do site/blog TIC em Foco.

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