Antecipando-se ao que vem por aí

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Os drones estão chegando. Podem levar um pouco mais ou menos de tempo para ocuparem o nosso espaço aéreo, podem ter maior ou menor permissão para voar aqui e acolá, mas estão chegando. De olho nesse mercado, a startup Dedrone surgiu com o propósito de detectar a presença dos veículos aéreos e impedir intrusões indesejadas. Ela virou notícia ao obter, neste mês, US$ 15 milhões em investimentos de risco. Entre os seus investidores estão o presidente executivo da Cisco, John Chambers, e a Felicis Ventures, que liderou a rodada de negociação.

A solução da Dedrone contra a presença de drones, baseada na instalação de sensores, câmeras e scanners de RF em pisos e telhados, tem um pouco mais de um ano, mas já conta aproximadamente duzentos clientes. Seus serviços têm sido utilizados principalmente no monitoramento do espaço aéreo próximo a datacentros, estádios esportivos, região de grandes eventos, residências de famosos e políticos e prédios públicos.

O CEO da empresa vê com bons olhos a chegada dos sistemas aéreos não tripulados, capazes de tirar belas fotografias, permitir entregas de modo conveniente e facilitar inspeções em construções elevadas, sem arriscar a vida dos trabalhadores. Mas também aposta que eles trarão problemas, permitindo a espionagem aérea, o contrabando de drogas nas fronteiras e provocando acidentes.

A Dedrone quer utilizar o investimento captado para intensificar P&D na área de segurança de drones e levar a sua tecnologia para um número maior de empresas e escritórios governamentais, com foco especial nos datacentros. Por que o foco nos datacentros? O CEO explicou: “Os datacentros são vulneráveis. A maioria possui sistema de resfriamento que pode danificar severamente as instalações em caso de colisão com drone. Um veículo  não tripulado, comercial, de baixo custo, nas mãos de um amador pode ser tão danoso como um ataque disparado por inimigos. Os datacentros contavam até hoje com a proteção de guardas armados com metralhadoras, distribuídos pelo território. Mas agora também se torna imprescindível vigiar os céus”.

Representante da Felicis Ventures disse que a sua empresa decidiu investir na Dedrone não apenas pela sua capacidade para detectar os drones no espaço aéreo, mas também pela habilidade que possui para localizar de modo preciso o operador do drone, o que abre um leque amplo de possibilidades para lidar com a situação. “Todo mundo diz que se um drone voa em um local indesejado a solução é muito simples: derrubá-lo. Em geral, eles são pequenos e leves, mas mesmo assim podem provocar prejuízos, se derrubados. Dependendo do caso, entrar em contato com o operador pode ser uma alternativa mais segura”.

Para ele, a Dedrone é um investimento atraente porque a sua tecnologia permanece útil, independentemente do arcabouço legal que venha a ser definido para os drones. Ainda não está claro se será permitido usar lasers, redes ou outros sistemas para retirar os  drones do espaço aéreo. No entanto, seja qual for a decisão, a primeira coisa que tem de ser feita é identificá-los com precisão. E isso a Dedrone, sem dúvida, consegue fazer.

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